quarta-feira, 17 de março de 2010

Fogão de lenha

Momento rural. Esse era o fogão de lenha que tinha no sítio de meus sogro e sogra, dentro da casa. Depois da reforma, o fogão ficou mais modernoso e - pasmem - menos utilizado. É que lá fora da casa tem outro de lenha, parecido com esse, onde a Dona Irma e a Rê às vezes fazem uns quitutes, tipo bolo de milho. Coisa de primeira!

Bang-bang em P&B

Nanquim nêles! Mais dois momentos da HQ de faroeste que foi feita sem nenhum balão de textos, só imagens.
Sim, é o Jack Nicholson Cover contra o Hutger Hauer Fake.
O Jack leva a melhor.

"Parece eu!"

História que poucos sabem. Para editar o livro com mestre Chan não foi fácil. Basta ver que sou o professor formado de número 66 e nenhum outro conseguiu convencê-lo a publicar um livro. O processo começou assim: desenhei a rotina básica (primeiro kati) e tentei convencê-lo. Elhe olhou o desenho abaixo, corrigiu alguns detalhes mas não se animou.

Mas, como não desanimo fácil, fiz uns estudos sobre o mestre Chan fazendo Kung Fu e mostrei para ele. Aí ele disse: "Parece eu!" e se animou. "Vamos fazer um livro". Entendido o recado, refiz a série básica com ele como protagonista da rotina. A seguir os estudos que o convenceram:


Recorta e cola

Todo artista acaba deixando uma marca, um estilo.

Durante meus anos de Panamericana, foi esta técnica de cologem fotográfica que mais marcou meu estilo.

Depois que lancei, virou moda por lá.

O trabalhoso é encontrar fotos de tons de pele que casam com os efeitos de luz e sombra pretendidos. Haja revistas!

Qualidade Total

Necessidade gráfica. Acho que está nas veias. Quando fui instrutor de TQC - Total Quality Control no Metrô, minha apostila era toda desenhada para facilitar cada exemplo, movimento, pausa, etc.  Acima uma imagem do diretório onde arquivei minha versão pdf da apostila. Abaixo detalhe de uma das folhas.

Manchas do tempo


Este estudo em aquarela gerou um resultado legal. 

Pena que as manchas do tempo - mofo no papel guardado - deixaram também sua marca.

Acho que é bom que seja assim, pois a arte não foi feita para ficar guardada. Pelo menos a versão virtual deve durar mais tempo.

22 de fevereiro de 1998 - Palace 2

Cartunista exprime sentimentos na ponta do lápis.

Tragédias como a do Palace 2  devem ser expressas para não serem banalizadas e esquecidas.

"Sérgio Naya desabando" é uma das poucas críticas a políticos que já fiz em desenho.

Já se vão 12 anos.

terça-feira, 16 de março de 2010

A arte de cavalgar o vento


Esses desenhos que fiz na década de 1990 mostram um estudo de anatomia para HQ  (ao lado) e uma cena de um clássico dos filmes de kung fu (acima), onde o lutador treina chutes em um "boneco de madeira", em guache.

Ambos se referem à uma arte muito peculiar do wushu: cavalgar o vento. Chutar e saltar é para principiantes. Diz um antigo ditado chinês "Com o dragão aprendemos a cavalgar o vento".

Dóris não tem registro

Esse desenho eu curti muito.

Primeiro por fazer referência descarada ao Hajime Sorayama, grande mestre do aerógrafo e suas robôs sensuais. Depois, por misturar o bom e velho robô de "Perdidos no Espaço" e seu bordão "Não tem registro" diante da robô Dóris Giese, modelo de sucesso na época.

E é claro, por ter sido classificado no Salão de Humor de Piracicaba: 18° Salão, registro 627.

Dicas de Português - 1

Preocupado em melhorar a comunicação escrita de seus funcionários, o Metrô de São Paulo criou um projeto chamado de "Dicas de Português".

A idéia era unir às dicas a serem publicadas, imagens, charges e/ou caricaturas pertinentes, que ajudassem no processo mnemônico da dica.

Nós, artistas voluntários, tínhamos liberdade de criar a forma de apresentar a dica sorteada, mas havia um grupo de análise dos trabalhos antes de serem publicados.

A brincadeira gráfica ao lado foi feita em 2007. Essa dica era sobre a diferença entre "destrato" e "distrato".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Manoel Victor Filho

Singela e bela homenagem ao mestre por outro mestre.

Mestres da Panamericana

Além da oportunidade única de ter estudado com o saudoso mestre Manoel Victor Filho e o fera João Batista ("- meu nome é João, mas podem me chamar Kwai Chang Caine"), aprendi muito também com o mestre Augusto Minighitti, que me ajudou na escolha da referência Jack Nicholson para a HQ de faroeste.

Vou adicionar links para uma bio-homenagem do Minighitti ao Maneco e, é claro, para um dos blogs dele.

Quando é hora de parar

 
Nanquim sobre sulfite. Estava quase terminado o desenho quando, subitamente, ouvi o professor João Batista quase gritou "Pára, pára!".

Assustado vi o mestre sorrindo, pedindo para que me afastasse do desenho. Então ele me disse que parte da arte de desenhar é saber quando é a hora de parar. Se eu continuasse o desenho, seria mais um desenho em nanquim de uma mulher com um cavalo. Mas se não completasse os traços inferiores, nem da bota, nem do cavalo, estaria inserindo a névoa, criando arte.

Marmanjos: não adianta clicar na foto da modelo Dorothy Stratten acima, pois é apenas um thumbnail e não amplia. Meu desenho, sim, dá pra ver maior.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Do outro mundo

Quando estudei na Panamericana, além de ilustração fiz mais um ano de HQ (História em Quadrinhos). Como eu já vivia no mundo da lua, foi fácil fazer a página sobre o alien, em nanquim, P&B. O "mocinho" foi inspirado no Steven Seagal, como no estudo em lápis vermelho.

Oficina de criatividade

É sem graxa.

Mas tudo limpinho.

Ao lado, imagem do momento exato de criação do novo leiaute do blog.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Família Tai Chi

Esse é o Logo do grupo Família Tai Chi. Tive a idéia de fazê-lo quando durante uma aula noturna com a turma da Mitsui O.S.K. Lines, o João fazia uma postura da espada contra a luz e sua silhueta me lembrou o F. Aí foi só juntar as peças e as letras compuseram a rotina básica de nosso treinamento em tai chi chuan:
F = espada wu, A = aquecimento, M = Toi Sao (exercícios a dois), I = lança, L = rotina yang de 128 movimentos, I = Qi Gong (respiração) e A = Sabre (ou Facão yang).
Atualmente usamos o logo oficial da matriz Sino-Brasileira, mantendo o logo do grupo no "rodapé".

TubulAri Bells

17O Mike Oldfield é meu compositor predileto, embalando desde a década de 1970 muitos de meus desenhos e treinos de kung fu, em especial "Hergest Ridge", "Ommadawn" e "Tubular Bells". Curioso, pois ele é taurino como eu. Eu disse curioso, pois acredito em horóscopo assim como acredito em alguns políticos...

Um dia imaginei como seria um logotipo de "Ari" com os sinos tubulares. Saiu isso aí ao lado.

É Peixe!!!

Blogar e tuitar ao mesmo tempo nos coloca numa rede dentro da rede.

Como sou peixe, tudo bem.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Assim fica fácil

Agora, conforme prometido, o segredo será revelado.

É simples desenhar a cabeça: basta traçar as linhas guia...

Ficou fácil, não ficou?

Papo cabeça

Essa ilustração é para aqueles que gostariam de ver uma ilustração mais "cabeça".


Também é da decada de 1990, feito em aula na Escola Panamericana de Arte.

Usei apenas um lápis, dando a graduação de sombras conforme a pressão sobre o papel.

Para quem quer saber como fazer, vou revelar tudo no próximo post.

Scschwarszzeneggerrr sopadeletras

Agora um desenho mais forte: Schwarzenegger.

Giz sobre papel colorido.

Tudo bem que o "Arnaldo e Suas Negas" ao lado ficou com orelha de gnomo. Mas o efeito "brilho" com giz branco sobre o papel ocre até que ficou bem legal.

"I´ll be back!"

A pena é mais forte que a espada

Como disse o poeta "a pena é mais forte que a espada".

Por essa razão resolvi representar nesta fotomontagem como encaro a mixagem de minha arte gráfica com a arte marcial kung fu / wushu.

Não gostou? Que pena.

Templo Shaolin em palitos de sorvete

À esquerda eis uma foto do meu "templo Shaolin" em uma versão que fiz em palitos de sorvete e depois a Rê ajudou a pintar nas cores próximas..

Faz parte da minha coleção de monges lutadores.

Anos depois de fazer o pequeno templo, em 2008 fui lá na China pra conferir.
Até que ficou bom, né?

quinta-feira, 4 de março de 2010

Livro Kung Fu Shaolin do Norte

Acabo de fazer uma busca no Google sobre o livro que publiquei com o grão-mestre Chan Kowk Wai em 1995. Não vendi muitos livros, mas alguns foram vendidos mais de uma vez: vi um exemplar usado sendo vendido no site "traça" (http://www.traca.com.br/)

Trocatrilhos engraxadinhos

Estou em uma oficina de criatividade. Acho que vamos engraxar as idéias e ajustar parafusos soltos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Gênesis

Quantos projetos ao longo da vida não saem do papel?

Quantos nem chegam ao papel?

Me lembro que, nos tempos de cursinho, eu tinha o sonho de publicar um livro. O título seria "A invasão pacífica no Atlântico", uma espécie de precursor dos saudosos "Trocatrilhos" mesclada com arte: desenho, pintura, arte marcial e 7 (adoro pintar o 7).

Agora que, quase passou da hora, chegou a hora.

Vou publicar a invasão em forma de blog, respeitando meus projetos originais aliados à experiência adquirida ao longo dos cabelos brancos.

Que volte o passado em forma de presente para os leitores (e que venham os leitores!!!!).

Quem me dá uma mão?

Preciso de ajuda.
O começo é a parte mais difícil. O meio é meio difícil. E o fim, ah, é o fim!
Quem me dá uma mãozinha?
Não sou o Chapolin Colorado mas eu mesmo vim para me salvar: abaixo a minha mão esquerda (pois precisei usar a direita para desenhá-la direito).

Desenho de 1990, à lápis.




Escarafunchando a Invasão (Pesquise aqui)