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quarta-feira, 26 de maio de 2010

A arte efêmera

Algumas de minhas aulas de Saneamento Básico e de Hidrologia contam com lousas desenhadas.

Não deixa de ser uma espécie de arte efêmera - e bota efêmera nisso - que dura apenas até o próximo apagador passar.  (A Geni Morita até me sugeriu comparar a lousa com a arte grafite, mas tenho receio de ser pichado.)

Então resolvi guardar de lembrança estas duas lousas de Saneamento. É básico.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Que espadinha de pau, que nada!




Treinar taichi e kung fu com espadinha de madeira e se sentir dimínuído?
Meus problemas acabaram!



Uns toques de punhal "cabeça de dragão" da espada que o mestre Thomaz Chan me emprestou e que reproduzi em epóxi, culminados por uma pintura esperta da Rê, simulando metal, ajudaram a deixar minha espadinha de treino no sítio mais estilosa e os katis, consequentemente, ficam mais bonitos.

sábado, 22 de maio de 2010

Guerreiro das sombras


Ninja, de Eric Van Lustbader.
O primeiro livro foi muito bom, mas as continuações da saga do ninja Nicholas Linnear são sofríveis.

Na Panamericana fiz um estudo para uma alternativa de capa e ilustração interna para o primeiro romance da série. As letras do título foram fotocopiadas da capa original e aplicadas em um acetato que cobre a ilustração dos olhos do Ninja (em tempo: é o Linnear e não seu arquiinimigo, o japonês Saigo).

O paspatur já está todo manchado pelo tempo em que esteve guardado (sem os devidos cuidados), mas resolvi não tirar as manchas com Photoshop, afinal o desenho é antigo, da década de 1980.

Agora parece que vem uma nova onda de filmes de ninja, saídos das sombras em 3D: aquelas cenas sufocantes de escuro em que não se via o ninja, mas apenas o som da lâmina e pedaços de pessoas voando, agora serão cenas de escuridão tridimensional, onde o ninja continuará sem ser visto, mas os pedaços das vítimas, a lâmina da katana e as shuriken vão arrepiar "pertinho". Espero que os roteiros também sejam 3D...

Promessa é dúvida

Cumprindo minha promessa de 11 de maio (veja o post "o creme compensa") aqui está o alemão que deixou o Stalone de boca mais torta.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Gafanhoto, meu garoto!

Se alguma série de TV influenciou muito minha vida, sem dúvida foi "Kung Fu", com David Carradine (1936-2009). Então nada mais natural que eu quisesse representá-lo em epóxi (desenhos perdi a conta). Escolhi a imagem abaixo para reproduzir:



O resultado está a seguir:



Olha o Kwai Chang Caine com o General Kwan!


quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lição de modelagem em epóxi em passos simples

Dedicado à minha tia Anna Arruda Altafin, a Tia Anita.


Lição simples de “Como fazer aquela velha estátua de gesso servir de base para modelagem daquela estátua chinesa que você gostaria de ter, em passos simples”.

Se você prestar bem atenção, esta estátua de gesso ("marido" do "casal hindu da fortuna") esconde um famoso general chinês,  Kwak Kun (ou, conforme o dialeto, Guan Yu, Kuan Yu, Kwan Ti, Guan Gong, Guan Gun, Kuan Kung, Guan Gung, Kwan Kong, Guan Di...).

Mas preste bem atenção mesmo!

Não viu?

Siga então estes passos.


Primeiro corte a cabeça. Da estátua. Esta cena foi removida para evitar emoções fortes...

Comece a nova cabeça. Fica algo mais ou menos assim.

Acrescente um par de olhos puxados em um rosto com cara de bravo.
Depois corte o braço esquerdo.


Como não é uma estátua do João sem braço, é melhor continuar.
A estrutura “óssea” facilitará a modelagem do novo braço.



Melhor cortar o outro braço, pois toda estátua de Kwan Kun que se prese, tem o general segurando a longa barba com uma das mãos e na outra ou sua arma, o Kwan Tao, ou um livro.

Essa foi a parte difícil. Agora é só adicionar alguns detalhes e pronto, seu general está lá. Simples!


Ah, na época de Kwan os livros eram tiras de bambu pintadas, e se guardava enrolado. Despreze as estátuas e gravuras que o mostram com um livro “moderno” nas mãos.
As cores contaram com a maestria de minha esposa Regina, que domina a arte de pintura artesanal.



Se considerarmos que Kwan é um protetor, e que em essência o hindu continua lá, então a fortuna do marido está bem guardada.
Então, o general estava ou não naquela outra estátua?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Concertos desconcertantes

Estudo para capa de LP (nossa, o que é isso?) na época da Panamericana.

O Mozart da capa é uma colagem onde a peruca do artista remete a um escorpião, mas tenta retratar o jovem Amadeus, Wolfgang pros íntimos (exceto Salieri) que também era o bicho.

Para quem não sabe o que é LP (Long Play) é uma espécie de CD dual layer (tem dois lados) em vinil, com informações gravadas em sulcos e recuperadas ao passar por estes sulcos uma agulha sensível que recodifica as informações em forma sonora. Para alguns é um artefato pré-histórico do período gramofônico. Alguns artistas e bandas deixavam o lado A para as melhores, ou mais comerciais, deixando o lado B para as alternativas ou experimentais. Para quem assiste MTV agora dá para entender aquele programa chamado "Lado B", certo?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Nanquim

Gosto de dois extremos em arte: a arte extremamente trabalhada, demorada, rica em detalhes ou a arte simples, de poucos traços, rica em sugestões. Este estudo procurou preservar a expressão da modelo, mesmo sem valorizar seus belos olhos claros ou a cor dos lábios, mas eles estão lá, na ausência de cor.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Cola Twins

A ilustração abaixo foi de uma idéia tão ridícula que me pergunto se cheirei cola ou se bebi - e não foi coca nem pepsi - antes de começar a ilustração.

Mas já que publiquei a brincadeira do niver com o Epa, achei melhor postar esta também, por ter a mesma fonte de inspiração (ou falta de).

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Texto no site do Egmar Felipe

Texto publicado no site do Egmar Felipe http://www.egmarfelippe.com.br/ari/ari.php , colega do Dicas Gramaticais, a pedido dele.

"Ari pelo Ari

Minhas primeiras lembranças do passado são papel em branco e lápis na mão.
Acho que aprendi a desenhar antes de escrever.
Desenhava o que via - familiares, carros, casas - e também o que só eu via - baleias gigantes engolindo piratas, super-heróis...
Aos seis anos vi que tinha jeito: ganhei o primeiro concurso no jardim de infância, desenhando o Duque de Caxias. Ficou para a escola, assim como ficaram mais tarde minha estátua da múmia de Ramsés II em argila e o projeto do Náutilus (no qual na época só não projetei banheiro porque no livro de Júlio Verne o Capitão Nemo não usava).
Muito do que aprendi foi copiando quadrinhos. Copiava dos gibis da coleção de meu irmão mais velho.
Como era meio difícil de copiar, recortei alguns exemplares da coleção do Superman dele para facilitar. Ainda estou vivo apesar disso.
Mais tarde me aventurei pelas tintas. No primário fiz um Prudente de Morais, quadrinho pequeno, uns 20 por 30, mas foi para o Museu de Piracicaba.
Tive então minha fase surrealista. Pirei com Dali e derretia tudo o que desenhava. Ou pintava ou esculpia.
Ilustrei algumas capas de livros de autores de Piracicaba, expus alguns cartuns no Salão de Humor de lá.
Estudei quadrinhos e ilustração na Panamericana. Saudades do Manoel Victor Filho, grande mestre. Como muitos de lá o foram.
Gosto de lápis, nanquim, guache, óleo, argila, epóxi, colagem e até mesmo Photoshop. Se possível, misturo tudo.
Idéias, todo mundo tem. Mas só quem pega uma idéia, parte e reparte, faz Arte. "

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Que dor, sô!


É um dorso.

Para fazê-lo foi uma dor só.

A técnica:
Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola, Recorta-e-cola...e assina.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A primeira Mis

Não, o título não está incompleto.

É que Mis é pouco mais da metade de Missa.

Abaixo, mais uma colaboração para a coluna "Coisas do Belda". Foi para a "comemoração" dos 500 anos de padarias no Brasil.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Anos 2000, com Rogério Belda

Essas eram ilustrações em parceria com o Rogério Belda, para a coluna "Coisas do Belda" no Jornal da AEAMESP. A ilustração em si não era nada especial, pois muitas usavam cliparts prontos do Corel, ao qual apenas adicionava um balãozinho com a frase de humor e mudava algumas cores.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Einstein = muito x (criativo)2

Eis Einstein.

Um cara muito criativo.

Segundo ele "O segredo da criatividade está em dormir bem e abrir a mente às possibilidades infinitas". Ainda me encontro na primeira fase, quando dá...

Neste desenho dos anos 1990 usei apenas nanquim sobre papel.

Alguns anos antes eu havia feito um Rui Barbosa para meu irmão Gilberto e um Paul Harris para meu pai, rotariano de carteirinha, ambos com a mesma técnica. Quanto ao Einstein, fiz vários estudos dele. Um rosto marcante numa personalidade mais ainda.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Refletindo sobre reflexos



Esta ilustração foi fotografada em moldura com vidro. Além da distorção da perspectiva, eu me vi na foto, literalmente, refletido na imagem.

Uma rara oportunidade de união entre criador e criatura, neste caso indesejada.

Aí, o que fazer? Softwares gráficos neles, afinal o criador não pode se sobrepujar à obra (ô neguinho que quer aparecer...). Convenhamos, a imagem ficou melhor sem minha interferência.

A técnica usada no desenho foi uma esponja com tinta quase seca, para dar o efeito "felpudo" da toalha. O original está em Botucatú, na casa de minha irmã Isa.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O repouso da guerreira

Nanquim e aguada foram usados neste estudo. O desenho também foi recuperado da distorção original de perspectiva fotográfica por meio de software gráfico.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Santos programas de retoques de imagem!

Eis um dos diversos trabalhos da Panamericana que não existem mais em suas versões originais. Uma bela tarde de sol estava eu querendo me livrar de tralhas em casa, quando resolvi fotografar os trabalhos da EPA e jogar fora as centenas de originais. O problema é que fotografei tudo na mesa, em ângulo, distorcendo os trabalhos. Mas agora vou começar a recuperá-los para a galeria virtual do Blog.

Mais papo-cabeça!

Complementando a série de papos-cabeça, achei mais um desenho que foi des-deformado digitalmente.

terça-feira, 13 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

A Grande Muralha

Quando desenhei este estudo de cenário na Panamericana, nem me passava pela cabeça que um dia eu passearia na grande muralha.

Aprendi que na China eles não falam em andar pela muralha, mas em "escalar" a muralha, já que existem trechos tão íngremes que é necessário usar também as mãos.

Mais sobre o passeio na muralha no meu blog "18 dias na China.", no segundo dia de viagem.

Escarafunchando a Invasão (Pesquise aqui)